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(...Pois uma psicanálise não é uma investigação científica imparcial,  mas uma medida terapêutica. 

 Sua essência não é provar nada,  mas simplesmente alterar alguma coisa(...)” 

 Sigmund Freud

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Hermine Von Hug Helmuth: pioneira da Psicanálise com criança (1871-1924)

 

Ainda que o caso do pequeno Hans, por circunstâncias especiais, não pudesse servir como modelo técnico, outros analistas tentariam adaptar o trabalho já realizado por Freud com outras crianças.

Hermine Von Hug Helmuth, professora, nascida em Viena, torna-se membro da “Sociedade Psicológica das Quartas-feiras”, em 1913. Freud confia-lhe a seção dedicada à Psicanálise com crianças na revista Imago.

Fervorosa admiradora da obra de Freud utiliza-se de seus ensinamentos. Busca superar as dificuldades iniciais do trabalho analítico com crianças, observando e interagindo com elas no jogar e no brincar dentro do seu próprio ambiente. Utilizava-se de jogos e desenhos, afirmando que com este material as crianças elaboravam as situações difíceis e traumáticas.

Não conseguiu deixar uma verdadeira sistematização do seu método. Publicou vários artigos baseados em suas observações clínicas, onde descreve nestes termos as dificuldades de analisar crianças. Sua proposta baseava-se em que, diferentemente do que ocorre com os adultos, o analista não precisa explicitar os impulsos inconscientes, bastaria que estes se expressassem em atos simbólicos, sem necessidade de passar pela linguagem falada.

Embora seu nome seja mencionado como o da pioneira da análise infantil, seus artigos, na grande maioria, nunca foram traduzidos do alemão; sua obra, com exceção do “Diário psicanalítico de uma menina”, foi praticamente esquecida.

Hermine inicia a prática psicanalítica com crianças em Viena.  Em diferentes cidades da Europa vem se realizando trabalho semelhante.

 Sophia Morgenstern trabalhava na França e nos deixa como resultado de sua experiência com crianças um livro (1937), onde se percebe que privilegia a utilização de desenhos, através dos quais desenvolve o tratamento de um menino de dez anos acometido de mutismo, vindo a obter sucesso na terapêutica investida.

Rambert (1938) trabalhou na Suíça, onde introduziu o uso de marionetes com personagens típicos da família animando assim os contos.

   Em Budapeste, Sandor Ferenczi foi um dos grandes clínicos da infância no início do século.

 

 
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