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PAI
Volta e meia é dito que Winnicott não
leva os pais muito a sério ou que desvaloriza seu papel no
desenvolvimento inicial do bebê.
No entanto, ele faz algumas afirmações
bem detalhadas a respeito, e há todo um capítulo (cap. 17) no livro
A Criança, a Família e seu Mundo dedicado ao pai – que,
embora um tanto datado, ainda assim vai fundo.
O papel do pai, na verdade essencial _
não existindo isto que chamam de “família iniparental” _, inclui o
não só de dar apoio à mãe e ao bebê (ver
Preocupação Materna
Primária), mas também o de ficar de olho no “apetite” (voracidade)
da mãe com o bebê.
No seu artigo O uso de um Objeto no
contexto de Moisés e o Monoteísmo, Winnicott nos lembra da tendência
inata do bebê à integração, enquanto é apoiada pelo ego da mãe. E
então:
A terceira pessoa parece-me desempenhar
um papel muito importante. O pai pode ou não funcionar como mãe
substituta, mas em algum momento seu papel é percebido como
diferente, e é aqui, a meu ver, que o bebê poderá fazer uso do pai
como um diagrama para sua própria integração ao chegar o tempo de
tornar-se uma unidade (ver Status de Unidade). Se o pai não está lá,
o bebê terá de realizar o mesmo desenvolvimento, mas de um modo mais
trabalhoso, ou então utilizando um relacionamento bastante estável
com uma pessoa inteira. Desse modo, podemos imaginar que o pai
talvez seja, para a criança, um primeiro vislumbre da integração e
do que é uma pessoa inteira.
Assim sendo, o pai é ou representa o
ambiente indestrutível, em que impulsos livres e agressivos da
criança ávida e vivaz estão seguros e podem ser usufruídos devidos à
capacidade do pai de dizer “não” e de estar lá firme e forte (ver
adolescência) Essa criança sentirá suficientemente confiante para
“partir com tudo” e fazer experiências, pois a presença do pai torna
tudo isso seguro. Posteriormente, esse sentimento de segurança de
Winnicott em relação à destrutividade enquanto uma conquista
Fonte: As idéias de
D. W. Winnicott. Alexander Newman- Imago.
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